No post anterior coloquei algumas passagens do livro Schopenhauer Educador do Nietzsche. Aqui vão mais algumas.
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"Mesmo que, porém, o futuro não me desse nenhuma esperança, a estranha existência que levamos no tempo presente é o que nos encoraja mais vivamente a viver segundo nossa própria medida e segundo nossa própria lei, quero dizer, esse fato inexplicável de que vivemos precisamente hoje, quando disporíamos para nascer da extensão infinita dos tempos e que só possuímos a breve duração do dia presente e que devemos, nesse curto lapso de tempo, mostrar por quais razões e para que fins viemos ao mundo precisamente nesse dia. Temos de assumir perante nós mesmos a responsabilidade de nossa existência."
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"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que necessitas atravessar, sozinho, para ultrapassar o rio da vida- ninguém, a não ser tu."
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"No mundo existe um só caminho pelo qual somente tu podes passar. Para onde leva? Não perguntes, segue-o."
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"Que a jovem alma considere sua vida interior e se pergunte: " O que realmente amaste até agora, para que te sentiste atraída, por que te sentiste dominada e cumulada a um tempo? Repassa diante de teus olhos a série inteira desses objetos de veneração e talvez, por sua natureza e sucessão, vão te revelar uma lei, a lei fundamental de teu verdadeiro eu."
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"De fato, teu verdadeiro ser não está oculto no mais profundo de ti; está colocado infinitamente acima de ti; pelo menos acima daquilo que tomas comumente como teu eu. Teus verdadeiros educadores, aqueles que vão te formar, vão te revelar aquilo que realmente é o sentido original e a substância fundamental de teu ser, aquilo que resiste a toda educação como a toda formação e, em todo caso, uma realidade dificilmente acessível, um feixe amarrado e rígido; teus educadores nada podem fazer por ti, a não ser tornar-se teus libertadores. E esse é o segredo de toda formação; ela não consiste em nos dar membros artificiais, narizes de cera, olhos com antolhos; muito pelo contrário, se ela pudesse nos dar semelhantes presentes, não passaria de um simulacro de educação; mas ela é libertação, extirpação das ervas daninhas, dos escombros, da praga que quer se alimentar das tenras vergônteas das plantas; ela é efusão de luz e de calor, murmúrio amigo da chuva noturna; ela é imitação e adoração da natureza naquilo que possui de maternal e misericordioso, ela é complemento da natureza, previne contra os acessos implacáveis e cruéis que ela sabe transformar para o bem, lançando um véu sobre os casos em que essa natureza se mostra madrasta e manifesta sua triste inteligência."
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